O
mar não é apenas água, é poesia em movimento,
ora
sereno, ora turbulento.
Move-se
como se sentisse,
como se tivesse vontades e admitisse.
O
oceano é bom ouvinte e bom conselheiro,
guarda
segredos no seu nevoeiro.
É
espelho liso, azul-claro,
tamanha
beleza com que me deparo.
Reflete
o céu como se fossem um
deixando
a nu o que têm em comum.
Não
gosta de superficialidade
carrega
na alma profundidade.
O
mar ensina a ter paciência,
explica
o que é a resiliência.
É
casa para quem soube ficar,
refúgio
para quem precisa de se encontrar.
Da
margem nunca desiste.
Recua,
volta a tentar, insiste.
Mesmo
sabendo que nunca a poderá levar consigo,
sabendo
que será apenas porto de abrigo.
Talvez
seja por isso que o olhamos tanto,
no
fundo, reconhecemo-nos nele, garanto.
Também
nós temos marés,
uns
dias calmos, outros ao revés.
O
mar não pede que o entendam.
Apenas
que o sintam.
Carolina Figueiras

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