Autorretratarmo-nos é como viver sem proteção e, na sociedade atual, isso é muito difícil; no entanto, há um autorretrato que se encaixa sempre bem, digamos que é a máscara socialmente aceite.
Na verdade, vivemos numa sociedade preconceituosa. Por isso,
aprendemos a sobreviver e a defender-nos, negando aquilo que somos e
evidenciando qualidades que nunca existiram em nós, mas que sabemos serem bem aceites.
Por conseguinte, gritamos para que todos
nos ouçam: EU SOU bla, bla e simpática; EU SOU bla, bla e amiga; EU SOU bla,
bla e sensível aos problemas da sociedade; EU SOU bla, bla… EU SOU bla, bla!
